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sábado, 23 de abril de 2011

Power Over Ethernet (PoE)

Power over Ethernet (PoE)

Em muitas situações, pontos de acesso e outros dispositivos de rede precisam ser instalados em telhados e outros locais de difícil acesso. Nesses casos, além do cabo de rede, é necessário fazer a instalação elétrica, o que aumenta os custos. O PoE, é um padrão que permite transmitir energia elétrica usando o próprio cabo de rede, juntamente com os dados, o que soluciona o problema.

Power over Ethernet ou tecnologia PoE descreve um sistema para transmitir energia elétrica com segurança, juntamente com os dados, por cabos Ethernet. PoE requer cabo categoria 5 ou superior para níveis de potência alta, mas pode operar com cabo de categoria 3 para os níveis de baixa potência. A energia pode vir de uma fonte de energia dentro de um dispositivo de rede PoE como um switch Ethernet ou podem ser injetadas em um cabo por uma fonte de alimentação midspan.

Tudo começou com projetos, que utilizavam os dois pares de fios não usados para transmitir dados (em redes de 100BaseT, de 100 megabits) nos cabos de par trançado cat-5 para enviar corrente elétrica para dispositivos do outro lado do cabo, eliminando a necessidade de usar uma fonte de alimentação separada. Com o passar do tempo, a idéia acabou pegando e deu origem ao padrão IEEE 802.3af, ratificado em 2005, que já é suportado por diversos produtos.



No padrão, dois dos quatro pares de fios do cabo de par trançado são utilizados para transmitir uma corrente com tensão de 48 volts e até 400 mA o que, depois de descontadas todas as perdas, resulta em uma capacidade de fornecimento de até 12.95 watts. A energia é suficiente para alimentar a grande maioria dos pontos de acesso, telefones VoIP e outros dispositivos menores ou até mesmo um notebook de baixo consumo.

Um sistema especial de modulação permite que os dois pares que transmitem energia sejam usados também para transmitir dados, o que permite o uso em conjunto com dispositivos Gigabit Ethernet. A tecnologia não é muito diferente da utilizada desde o início do século passado no sistema telefônico, que também transmite uma corrente com tensão de 48 volts (usada para alimentar o aparelho) juntamente com o sinal de voz.



Existem duas opções para utilizar o PoE. A primeira é utilizar um conjunto de injector (injetor) e splitter (divisor) posicionados entre o switch e o dispositivo que vai receber energia. O injetor é ligado na tomada e "injeta" energia no cabo, enquanto o splitter separa a corrente elétrica do sinal de rede, oferecendo dois conectores ao dispositivo: um conector de rede e um conector de energia, ligado no lugar da fonte:



Usar o injetor e o splitter é a solução mais simples, já que você não precisa mexer no resto da estrutura da rede, mas não é necessariamente a mais barata, já que você precisa comprar dois dispositivos adicionais para cada aparelho que precisar receber energia.

A segunda solução, mais viável para situações em que você queira usar o PoE para vários dispositivos é usar diretamente um PoE switch (um switch Ethernet capaz de enviar energia em todas as portas) e apenas pontos de acesso e outros dispositivos compatíveis, eliminando a necessidade de usar injectors e splitters:



O switch é capaz de detectar se o dispositivo ligado na outra ponta do cabo suporta ou não o PoE, o que é feito medindo a resistência. Só depois de detectar a presença de um dispositivos compatível é que ele inicia a transmissão de corrente. Isso permite que você conecte também dispositivos "normais" ao switch, sem risco de queimá-los.

Atualmente, o PoE é usado basicamente para alimentar pontos de acesso instalados em locais inacessíveis, mas uma nova versão do padrão pode aumentar sua área de atuação. O padrão IEEE 802.3at ou PoE+, em desenvolvimento desde 2005 (http://www.ieee802.org/3/at/) aumentará a capacidade de transmissão para até 60 watts, o que permitirá que o PoE seja usado para alimentar notebooks ou até mesmo PCs de baixo consumo, o que pode levar a uma pequena revolução, já que os equipamentos receberão energia já estabilizada e convertida para DC diretamente através do cabo de rede, sem necessidade de utilizar uma fonte de alimentação externa, como atualmente.

Esta tecnologia é especialmente útil para ligar telefones IP , wireless LAN access points , câmeras com pan tilt e zoom (PTZ), controle remoto switches Ethernet , computadores integrados , thin clients e LCDs .



Todos estes requerem mais poder do que USB oferece e muitas vezes deve ser alimentado por períodos mais longos do que permite um cabo USB. Além disso, PoE utiliza apenas um tipo de conector, o conector 8P8C modular (RJ45), mais viável que conectores USB que existem inúmeros tipos .

PoE é actualmente implementado em aplicações onde USB é inadequado e onde o poder AC seria inconveniente, caro ou inviável para abastecimento. No entanto, mesmo onde USB ou de alimentação AC pode ser utilizado, PoE tem várias vantagens sobre qualquer um, incluindo o seguinte:

• Cabeamento mais barato - mesmo cabo de Categoria 5 é mais barato do que os repetidores USB, e a tarefa de construir as exigências do código de reunião para passagem de cabo de alimentação AC é eliminado. U
• Gigabit de dados por segundo para cada dispositivo é possível, o que excede os recursos de rede de 2009 USB e adaptador AC.
• As organizações globais podem implantar PoE em todos os lugares sem se preocupar com qualquer variação local nas normas de energia AC , tomadas, plugues, ou confiabilidade.
• Injeção direta do padrão de 48 V DC bateria matrizes de energia, o que permite a infra-estrutura crítica para executar mais facilmente em paradas e fazer racionamento de decisões do poder central para todos os dispositivos PoE.
• Possibilidade de dustribuição simétrica. Ao contrário de saídas USB e AC, a energia pode ser fornecida em cada extremidade do cabo ou tomada. This means the location of the power source can be determined after cables and outlets are installed. Isto significa que a localização da fonte de energia pode ser determinada depois que os cabos e tomadas estão instalados. 



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sistemas de Gerenciamento de Infra-Estrutura Inteligente

Gerenciamento de Camada Física



As empresas hoje são totalmente dependentes de comunicação de rede para a realização de suas operações do dia a dia e há uma percepção crescente de que a gestão da rede, sem uma visão completa da infra-estrutura física é impossível. A camada física é a fundação da rede, mas muitas vezes o menos visível de todos os componentes da rede.

O sistema de cabeamento estruturado surgiu para padronizar e organizar a infra-estrutura física, de forma a torná-la independente da aplicação (voz, dados, vídeo, segurança, etc.).Um cabeamento estruturado visa assim garantir a flexibilidade, facilidade de operação e manutenção do sistema de comunicação.

Contudo, mesmo com a padronização dos componentes de uma solução de cabeamento estruturado (patch cords, patch panels, keystones e cabos) e da forma de utilizá-los, é muito comum ocorrer um uso inadequado e sem critérios deste tipo de solução, o que acaba por anular as suas vantagens.

Sistemas de Gerenciamento de Infra-Estrutura Inteligente, também chamados de Sistemas de Gerenciamento em Camada Física, são sistemas desenhados para monitorar e orientar as atividades na infra-estrutura das redes de cabeamento estruturado metálico e óptico em tempo real.

Estes tipos de sistema detectam qualquer alteração na conectividade física da rede, informando-a ao administrador, além de serem capazes de orientar os técnicos de administração da rede através de indicações visuais em atividades de reparos ou na execução de ordens de trabalho em operações de adição, alteração ou mudanças na rede, ao mesmo tempo em que mantêm a documentação de rede atualizada.

Dois exemplos de Sistemas de gerenciamento de camada fisica são PatchView da Furukawa e o iPatch da Sistimax.

PATCHVIEW - FURUKAWA

A família PatchView da Furukawa implementa a solução de gerenciamento de infra-estrutura inteligente, oferecendo:

• Controle em tempo real sobre a situação da conectividade metálica e óptica.
• Diminuição do downtime, reduzindo custo operacional.
• Agilidade em mudanças de layout
• Atualização automática do As-Built.
• Efetividade da utilização das portas dos ativos.
• Maior segurança na operação da rede de cabeamento estruturado.
• Nenhuma interferência sobre o tráfego da rede - funcionamento transparente.
• Solução expansível conforme o crescimento da rede estruturada.
• Suporte as boas práticas de gestão corporativa em TI (CObIT, ITIL, SOX).

Recursos / Facilidades:

• Permite integração com o AutoCAD, carregando plantas baixas no software de gerenciamento.
• Suporte a sistemas de cabeamento estruturado metálicos (CAT.6 / CAT.6A) e ópticos.
• Geração de ordens de serviço eletrônicas.
• Agilidade em mudanças de layout.
• Detecção automática de todos dispositivos TCP/IP na rede.
• Interage com os ativos da rede, via protocolo SNMP.
• Suporte aos principais switches gerenciáveis do mercado.
• Software de gerenciamento com interface gráfica WEB, permitindo administração remota.
• Disponibilidade de software cliente para PDA's, garantindo maior mobilidade.
• Interação com o administrador da rede via email e mensagens de alerta.
• Patch panel e DIO (Distribuidores Internos Ópticos) gerenciáveis com LEDs indicadores por porta.
• Detecção de ruptura de patch cords e cordões ópticos inteligentes.
• Deteção automática de inserção / desconexão dos patch cords e cordões ópticos inteligentes.
• Módulos/Dispositivos adicionais para identificação visual dos racks de cabeamento estruturado.

O que compõe a solução PatchView?

A solução PatchView é composta por ítens de hardware e de software:

• Patch Panel e/ou DIO Gerenciável
• Patch Cords e/ou Cordões Ópticos Inteligentes
• Ativos para controle
• Software para gerenciamento



IPATCH – SISTEMA DE PATCH PANEL INTELIGENTE - COMMSCOPE

O Sistema SYSTIMAX® iPatch® integra software e hardware de cobre e fibra para fornecer informações e controle sobre a infra-estrutura de telecomunicações em tempo real. O Sistema iPatch proporciona ao administrador de rede maior visão, ao coordenador de cabeamento um completo gerenciamento, e ao técnico de cabeamento inteligência para otimizar a eficiência da rede, e confiabilidade para reduzir o downtime indesejado. O Sistema iPatch adiciona monitoramento em tempo real dos canais de cobre e de fibra e integração com o software de gerenciamento.

O sistema iPatch permite que cada porta seja continuamente monitorada, verificada e seu histórico seja armazenado em um banco de dados centralizado. Ordens de serviço eletrônicas eliminam o preenchimento de formulários, melhorando a produtividade e acelerando movimentações, inclusões e mudanças. O trabalho é guiado em cada patch panel por sinais visuais e auditivos para virtualmente eliminar erros de conexão, economizando tempo e trabalho para o bom funcionamento do data center.

Crítico em aplicações de data center, os gerentes são instantaneamente alertados sobre intrusões na segurança ou sobre mudanças ou condições que possam afetar a continuidade dos negócios. Qualquer perda ou dano de dados devido a um downtime inesperado, pode prejudicar seriamente a continuidade dos trabalhos das empresas.
Quando ocorrem problemas, o iPatch alerta automaticamente o administrador da rede através de um sistema de notificação de eventos, e o técnico através do equipamento iPatch no local da conexão cruzada. O iPatch é o único sistema de patch panels do mundo que pode detectar e alertar os gerentes sobre intrusões ou desconexões físicas na região dos patch cords enviando e-mails, mensagens de texto ou alertas SNMP. O tempo de resposta é tão rápido que em muitos casos os problemas são resolvidos antes mesmo que os telefones comecem a tocar. Você pode até mesmo verificar um novo caminho antes da mudança ser realizada – chega de conexões por tentativa e erro. Com a funcionalidade “IP Device Discovery”, os gerentes de TI podem adicionar configurações de switches (número e tipo de portas e cartões) e aumentar a segurança encontrando instantaneamente dispositivos críticos como servidores, com a funcionalidade de rastreamento.

O sistema iPatch não requer patch cords proprietários ou mesmo componentes especiais. Ao invés de cabos atrás dos patch panels para conexão com o gerenciador do rack, você encontrará um único e organizado barramento, com todos os fios fora do caminho das laterais do rack, proporcionando espaço suficiente para trabalhar. Na frente, os patch panels iPatch apresentam um perfil muito baixo, para reduzir a sobra dos cordões e tornar as conexões fáceis de se ver e alterar.

Benefícios do sistema iPatch:

• Monitora todas as conexões e desconexões dos cordões;
• Compatível com os patch cords padrões da indústria, modular, LC e SC;
• Guia os técnicos ao realizar movimentações, inclusões e mudanças;
• O rastreamento de patch cords com um toque acelera a administração;
• Reporta automaticamente conexões impróprias para minimizar a interrupção dos serviços;
• Verifica a localização, disponibilidade e uso de portas em patch panels e de jacks nos espelhos;
• Rastreia os serviços habilitados para conexões horizontais e de backbone;
• Ordens de serviço eletrônicas eliminam a burocracia;
• Suporta todas as soluções modulares de cobre e de fibra SYSTIMAX.
• Desenvolvido pelos laboratórios SYSTIMAX, cujo conhecimento técnico desenvolveu o SYSTIMAX SCS, o seu sistema iPatch é certificado para fornecer a mesma performance e confiança inigualáveis do líder de soluções de cobre e fibra.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dificuldades para pagar o Curso Superior? Conheça o FIES

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. A partir deste ano, o FIES passa a funcionar em um novo formato. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o novo Agente Operador do Programa e os juros caíram para 3,4% ao ano. Além disso, o financiamento poderá ser solicitado em qualquer período do ano.



Entenda o Fies

O que é?
Programa do governo federal que financia mensalidades de estudantes matriculados em cursos de ensino superior


Quem pode se candidatar?
Matriculados em cursos de graduação pagos que tenham obtido avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e que sejam oferecidos por instituição participante do programa. O estudante deve ter feito o Enem


Quem não pode se inscrever?
Quem está com a matrícula trancada, que já tenha sido beneficiado pelo Fies, inadimplentes do Programa de Crédito Educativo e aqueles cujo percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita seja inferior a 20%


Quando se inscrever?
A partir deste ano, as inscrições podem ser feitas em qualquer período do ano


Qual é a taxa de juros?
3,4% ao ano


Como funciona?
Durante o curso, o estudante paga, a cada 3 meses, o máximo de R$ 50, referentes aos juros. Após 18 meses do fim do curso, o saldo devedor é parcelado em até 3 vezes o período financiado, acrescido de 12 meses


O que é o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
 Pelo fundo, não é preciso apresentar fiador


Quem pode aderir ao fundo garantidor?
Matriculados em cursos de licenciatura, com renda familiar mensal per capita de até 1 salário mínimo e meio e bolsistas parciais do ProUni. A instituição em que o estudante está matriculado deve aderir ao fundo garantidor


Como ficam os outros estudantes?
Devem apresentar fiador


Para mais informações acesse:
http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O venerável Conector RJ45

Material publicado na revista CNS (Cabling Network Systems) de Janeiro/Fevereiro 2011 por Paul Kish.






O conector modular 8-posição evoluiu significativamente
desde os primeiros dias da categoria 5.

Tenho estado envolvido no desenvolvimento de padrões para cabeamento a mais de 20 anos. E nesse período de tempo, nunca deixo de me surpreender com quanto progresso foi conseguido na evolução do conector modular de oito - posição.
O 8P8C (8 posição 8 contacto) conector modular é a interface de conector de saída onipresente nos serviços de telecomunicações em todo o mundo com especificações de desempenho se estendendo até 500 MHz. Isso é bastante surpreendente para um conector que foi especificado originalmente para aplicações de baixa freqüência abaixo de 3 MHz.
Quais são as especificações de desempenho para uma conexão modular plug/jack? As especificações de desempenho são mostradas na tabela 1.
 

Lembro-me dos primórdios do desenvolvimento de padrões de cabeamento, quando se descobriu que o crosstalk de uma conexão única descompensada plug/jack poderia ser tanto como o crosstalk em um comprimento de 100 metros de cabo de categoria 5.
O culpado foi o crosstalk inerente entre as lâminas de um conector modular de 8-posição, especialmente para a combinação de par de divisão entre posições 3-6 e 4-5. Isto começou e passou a bola para a indústria de conectores desenvolver técnicas diferentes para compensar (Cancelar fora) o crosstalk inerente em um plug modular. Se olharmos para o desempenho NEXT de uma conexão plug/jack em 100 MHz da tabela 1, um connector de categoria 5e atinge cerca de 10 dB de compensação de Diafonia e um conector de categoria 6 atinge cerca de 20 dB de compensação de diafonia no pior caso para toda a gama de conectores especificados.
Nem todas as técnicas de compensação são criadas iguais. Os métodos de compensação para uma tomada modular são realizados pelo roteamento criterioso de vestígios em uma placa de circuito impresso (PCB) ou pelo layout criterioso dos condutores em um design de quadro principal.
O projeto pode se tornar bastante complexa e os melhores modelos proporcionam uma perda de retorno alta (reflexões do sinal mínimo) e um rol gradual do desempenho do crosstalk em altas freqüências.


A distância entre onde a interferência ocorre (no plug) e que a compensação ocorre no PCB da tomada tem um efeito significativo sobre o desempenho em alta freqüência.
Para compensação de fase única, uma distância física de menos de 5 mm entre a fonte de interferência (no plug) e onde o sinal de interferência é compensado na placa de circuito (na tomada) pode degradar o desempenho de diafonia por 3-6 dB a 500 MHz. Finalmente, eu estou apenas tocando em alguns dos parâmetros bem conhecidos que são especificadas na norma.
Um bom design também garante que um sinal equilibrado (modo diferencial) que viaja através de um conector não se torne desequilibrado e gere sinais de modo comum sobre o mesmo par ou em outros pares que compartilham o mesmo espaço físico dentro de um conector. Este fenômeno é chamado de modo de conversão. Modo de conversão pode resultar em diafonia adicional entre canais nas proximidades e também pode afetar o desempenho de compatibilidade eletromagnética (EMC), juntamente com alguns outros fatores.
Como você pode ver o conector modular 8-posição evoluiu significativamente desde os primeiros dias da categoria 5.
Os especialistas de hardware conexão no Subcomitê de TIA TR 42,7 estão a desenvolver os métodos de ensaio para medir esses novos parâmetros de "modo de conversão" às freqüências até GHz usando chaves de teste especializadas. É o começo de uma nova era no desenvolvimento de conectores para aplicações futuras além de 10 Gb/s.


Paul Kish é director de sistemas e normas da Belden. As informações apresentadas são a visão do autor e não correspondência oficial da TIA.

 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cabeamento não é Commodity!

Materia Publicada no portal iMasters em 28 de fevereiro de 2005 por Maria Cecília Miquel, Coordenadora de Marketing da Panduit do Brasil.


 


Cabeamento não é Commodity!



Prezado CIO, Gerente de Informática, Gerente de IT, Gerente de Infra-estrutura, Administrador de Rede e demais envolvidos com infra-estrutura de cabeamento, por favor, aprenda: cabeamento não é commodity!
Ele pode ser uma parte não tão charmosa da rede, porém é onde a maior parte dos problemas ocorre. Pesquisas indicam que o cabeamento é responsável por de 50 a 70% dos problemas nas redes, quando mal utilizado (1). É interessante notar, no entanto, que apesar de ser o causador de tantos problemas, ele só responde por aproximadamente 5% dos investimentos totais de Informática.
Agora, uma pergunta: se o cabeamento é o alicerce de toda rede, se é onde estão concentrados mais da metade dos seus problemas e se corresponde por uma parte pequena dos investimentos em informática, por que economizar comprando produtos de qualidade duvidosa e performance limítrofe às normas?
Simplesmente não faz sentido comprar um sistema de cabeamento, que possui expectativa de vida de mais de 20 anos, que tenha qualidade duvidosa e que não atenda às demandas futuras.
Sabemos que mais de 80% dos negócios das empresas dependem da rede (2), sabemos também que cada vez mais os profissionais de TI são cobrados por estarem envolvidos proximamente com os aspectos de negócio da empresa, e assim não deveriam dedicar seu escasso tempo para problemas de cabeamento. Mas a realidade é outra, pesquisas indicam que 40% dos gerentes de IT é gasto com a solução de problemas!
Com a convergência, o papel do cabeamento torna-se ainda mais fundamental. Quando pacotes de dados trafegam aos “trancos e barrancos” por um cabeamento, às vezes isso não fica muito patente, mas quando se trafega pacotes de voz, no caso de telefonia IP, ou pacotes de vídeo, possuir largura de banda não é somente importante, é fundamental.
Até agora estamos falando dos problemas... Mas o importante é saber como evitá-los, fazendo uma compra inteligente e que traga um bom ROI para a empresa. Seguem abaixo os pontos fundamentais que devem ser observados:
  • Marca Reconhecida. Escolha uma marca reconhecida, que tenha suporte e estoque local. Isto lhe dará a segurança que se tiver algum problema, você poderá recorrer não somente ao integrador de sistemas, mas também a um fabricante que lhe dará suporte.
  • Linha de Produtos Completa. Comprando produtos de um fabricante que possua uma linha completa para cabeamento estruturado, que o atenda de “ponta-a-ponta”, você irá eliminar problemas de compatibilidade e a dor de cabeça de administrar diversos fornecedores.
  • Categoria 6. Instale cabeamento de “última geração”. Conforme comentamos, não vale a pena economizar no cabeamento. A informática evolui impressionantemente e com ela cresce a necessidade de largura de banda. Nas Américas, as instalações de cabeamento obedecem (ou deveriam obedecer) as normas estabelecidas pela EIA/TIA (Electronic Industry Alliance / Telecommunications Industry Association). Estas normas basicamente estabelecem sistemas de cabeamento em cobre classificados em duas categorias, categoria 5e, com performance mais limitada e categoria 6, de melhor performance. Nosso conselho é, não arriscar. Seu cabeamento deve ser feito para durar no mínimo 10 anos! Escolha a Categoria 6 e fique mais tranquilo com as demandas futuras por largura de banda. É certo que não é muito produtivo ter que refazer o cabeamento em um curto período de tempo, afinal estamos mexendo com infra-estrutura ...
  • Conectores Re-aproveitáveis: Preserve seu investimento! Uma pesquisa do Gartner Group indica que em média 10% da empresa muda de layout durante um ano. No dia-a-dia temos percebido uma taxa ainda maior. Com os sistemas onde o conector não é re-aproveitável, boa parte do investimento vai para a lata do lixo. Por isso na hora da compra é fundamental verificar se os conectores podem ser re-aproveitados com garantia do fabricante.
  • Sistema Modular. A utilização de um sistema de cabeamento modular traz diversas vantagens ao usuário. A primeira é a maior flexibilidade que fornece à instalação, pois permite que o patch panel contenha diversas mídias além dos conectores RJ45 de cobre. Permite a utilização em um mesmo patch panel de conectores de fibra óptica, coaxiais e super VHS, entre diversos outros, economizando espaço em rack e investimento. Permite ainda que o patch panel “cresça” de acordo com a instalação. Assim o usuário não precisa comprar um patch panel já com todas as portas, pode simplesmente colocar no patch panel os conectores que necessita e ir comprando extras conforme sua instalação vai crescendo.
  • Aval de um fabricante de ativos reconhecido. É importante que o fabricante de conectividade faça parte do programa de parcerias de um fabricante de ativos reconhecido, isto garante a interoperabilidade e avaliza a qualidade do fabricante de cabeamento. Afinal não adianta ter um switch de última geração instalado em um cabeamento “jurássico”.
  • Integrador de Sistema Habilitado e Certificado. Grande parte da performance da sua rede é relacionada à qualidade da instalação que foi realizada. Não adianta adquirir produtos de qualidade e escolher um integrador de sistemas sem habilitação. Por isso, antes de escolher-se o integrador/instalador que será responsável pela instalação e algumas vezes também pelo projeto de sua rede, é importante verificar alguns pontos:
§ O integrador/instalador é certificado pela marca que irá instalar? Isto é fundamental, pois somente assim poderá fornecer a certificação da obra caso você solicite.

§ O provedor de serviços possui CREA jurídico? Este registro indica que a empresa possui um responsável técnico e assim a empresa contratante estará amparada frente às leis caso surja algum problema.

§ Possui outras obras de porte semelhante ou maior já instaladas, inclusive possuindo atestados de capacidade técnica?

§ Possui equipamento de teste? Uma empresa que possui equipamento de teste (algumas vezes chamados também de scanner ou analisadores de cabeamento) demonstra preocupação com a qualidade das instalações que realiza. Depois de instalados todos os pontos de cabeamento devem ser testados pelo integrador/instalador, verificando-se se “passam” na categoria proposta para maior segurança do usuário.

§ Faz parte de alguma associação ou entidade que congrega integradores/instaladores como, por exemplo, BICSI ou UBIC? Isto mostra comprometimento da empresa com sua atualização técnica constante e também o interesse por uma melhoria constante do mercado.

Seguindo estas dicas possivelmente você contará com um cabeamento confiável e com perfomance para suportar suas aplicações por muito tempo, além de maximizar o seu ROI. Isto é fundamental para que tenha disponibilidade para dedicar seu tempo ao desenvolvimento da área de TI e não à solução de problemas do dia-a-dia.

(1) O instituto Real Decisions indica que 70% dos problemas das redes são devidos ao cabeamento
(2) Gartner Group


http://imasters.com.br/artigo/3018/redes/cabeamento_nao_e_commodity/