Páginas

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Certificação de redes com cabos UTP

Material Retirado da revista PC & CIA Redes Locais na Prática

Editora Saber 1ª Edição Cap. 1


A importância da certificação  
Os principais fabricantes de cabos metálicos para redes de dados no Brasil oferecem 5 anos de garantia para seus produtos. Essa garantia pode subir para 10 ou 15 anos se o serviço de instalação for executado por uma empresa com profissionais certificados pelos respectivos fabricantes.
Se 15 anos de garantia parece ser muito tempo, imagine então 25 anos. É isso mesmo, dependendo da importância da obra, a empresa fabricante do cabo, em conjunto com a empresa instaladora, pode oferecer até 25 anos de garantia nos produtos (empresa fabricante) e serviços (empresa instaladora).
Mas para que essa garantia super estendida possa ser oferecida, é imprescindível que toda a estrutura do cabeamento seja testada e certificada com equipamento adequado.
Nesse caso a certificação pode garantir um período adicional de garantia da ordem de quatro vezes a garantia original. Com isso todas as partes saem ganhando. O cliente porque recebeu uma garantia bem maior, o instalador conquistou a gratidão do cliente e o respeito do fabricante dos cabos e este último ganhou a certeza de que a obra foi muito bem executada e que nenhum problema técnico foi encontrado

Testes e certificações
Até que uma estrutura de rede esteja totalmente certificada muitos testes deverão ser feitos e para tal podemos utilizar três tipos de equipamentos: Um simples testador de cabos (Lan teste), um microscanner e um certificador, mais comumente conhecido por Scanner.

Tipos de testes

Podemos dividir a bateria de testes de uma rede em dois tipos básicos, os testes passivos, que são executados sem que a rede esteja em real funcionamento, e os testes ativos, que deverão ser executados com a rede em condições reais de funcionamento, ou seja, com a rede operando normalmente mesmo.
Os testes ativos são mais comumente utilizados, quando se precisa investigar e diagnosticar o que esta havendo de errado numa rede. Felizmente tal tipo de teste não é muito freqüente, o que significa que a tecnologia de redes esta cada vez melhor, assim como nossos profissionais de instalação de cabos e redes.
Já os testes passivos são muito difundidos e utilizados. Isso é muito bom, pois estes testes que homologarão uma estrutura de cabeamento instalada.
Os testes passivos podem ser divididos em estáticos e dinâmicos. Os estáticos são realizados em laboratórios, fábricas ou institutos de pesquisas e não pode haver reprovação alguma, caso contrário o cabo em teste não atenderá às normas e com isso seu projeto técnico ou de fabricação não serão aprovados.


Já os testes dinâmicos são mais complexos, são eles:
1 – Wiremap (Mapa de Fios);
2 – Lenght (Comprimento do cabo lançado);
3 – Attenuation ou Insertion Loss (Atenuação);
4 – NEXT Loss (Near end Crosstalk);
5 – PS-NEXT Loss (Power Sum NEXT);
6 – FEXT (Far End Crosstalk);
7 – ELFEXT Loss (Equal Level Far End Crosstalk);
8 – PS-ELFEXT Loss (Power Sum Equal Level Far End Crosstalk);
9 – Return Loss (Perda de retorno);
10 – Propagation Delay (Atraso de propagação);
11 – Delay Skew ou Propagation Delay Skew ( Desvio de propagação);
12 – ACR (Atenuation to Crosstalk Ratio);
13 – PS-ACR (Power Sum Attenuation to Crosstalk Ratio);
14 – Alien Crosstalk (Linha Cruzada adjacente);
15 – Insertion Loss Deviation;
16 – DC Loop Resistance.

Estes testes também podem ser chamados de testes de campo (Field Tests) e são obrigatórios pela norma EIA/TIA 568B.1, seção 11.2.4 para os cabos Categoria 5e, e EIA/TIA 568B.2-1 para os cabos categoria 6, do número 1 ao número 11, e são complementares do número 12 ao 16.
Para que os fabricantes possam conceder suas super garantias de até 25 anos, todos os testes de campo têm que ser realizados, excetuando-se os complementares.
Todo fabricante de cabos disponibiliza os parâmetros referentes a todo os testes em seus sites. Para obtê-los basta fazer download gratuitamente.


O que testar

Agora abordaremos testes e certificações para cabos metálicos do tipo UTP, e é com este tipo de cabos que trabalharemos.
Cabos metálicos de outros tipos também devem ser certificados, assim como as redes e interligações feitas com cabos de fibras ópticas.
Normalmente têm-se duas opções principais do que testar: Link e Canal. O link, melhor chamado de Link Permanente, compreende todos os cabos que ficam nas Estruturas de Passagens, iniciando nas tomadas de Telecomunicações da Área de Trabalho e finalizando nos Painéis de Conexões (Patch Panel).
Já o Canal é o Link Permanente mais os cabos flexíveis chamados de Line Cords (cabos que ligam a tomada de telecomunicação ao microcomputador) e Patch Cords (cabos que ligam a tomada do Painel de Conexão ao equipamento ativo de interconexão da rede).

Para que Padrão de rede testar
Atualmente podemos testar e certificar cabos UTP categoria 5e ou 6 para serem empregados em redes de dados, imagens e voz.
Normalmente essa rede é do tipo Ethernet em 10Base-T, 100Base-TX, 1000Base-T ou 1000Base-TX.

Obs.: A Nomenclatura nBase-Yz indica um padrão de rede local em banda básica, portanto, sem qualquer tipo de modulação ou alteração do sinal original. O número “n” indica a taxa de transferência máxima em Megabits por segundo e o “Y” representa o tipo de mídia, como abaixo listado:


2 – Cabo coaxial fino, de 50 Ohms;
5 – Cabo coaxial grosso, de 75 Ohms;
T – Cabo de par trançado;
F – fibra óptica multímodo com conector SC;
S – Fibra óptica multímodo com conector SC;
L – Fibra óptica monomodo ou multímodo com conector SC;


Já o “Z” indica algum tipo de melhoramento ou alteração do projeto normatizado inicialmente, por exemplo, 100Base-T (100 Megabits por segundo em banda básica com cabo tipo par trançado), 100Base-TX (100 Megabits por segundo em banda básica com cabo tipo par trançado com aprimoramentos), 100Base-T4 (100 Megabits por segundo em banda básica com cabo tipo par trançado utilizando oas quatro pares) e 100Base-FX (100 Megabits por segundo em banda básica com cabo de fibra óptica).

Essas duas últimas merecem uma atenção muito especial, pois o padrão 100 Base-T pode funcionar em cabos categoria 5e e 6. Já o novo padrão 1000Base-TX só é capaz de operar com cabos categoria 6.
Ambos os padrões de Gigabit Ethernet utilizam os quatro pares de condutores. O 1000Base-TX utiliza dois pares para transmitir e os outros dois para receber, de forma dedicada, operando em modo Full Duplex contínuo. Cada par de condutores opera a 500Mbits por segundo, em 250MHz.
O padrão 1000Base-T pode funcionar bem em cabos categoria 5e, pois ele utiliza os quatro pares ora para transmitir e ora para receber, operando, desta forma, em modo Full Duplex alternado. Cada par de condutores opera a 250Mbits por segundo, em 85MHz nominais.

Testando
A operação dos equipamentos de testes está cada vez mais simples, pois os atuais modelos seguem o conceito “One touch Test – teste com um toque”. Isso quer dizer que só é necessário apertar um único botão para que todos os testes sejam executados pelo equipamento.
O Scanner pode ser ajustado via interface serial ou USB através de um software do próprio fabricante. Com isso podem ser programados quais testes serão realizados pelo equipamento.
Para se testar os novos cabos categoria 6 precisa-se de um Scanner nível III, pois somente esse equipamento suporta os novos tipos e parâmetros de testes, possui faixa dinâmica para uma correta aferição de FEXT (um dos tipos de testes que será abordado adiante) e Perda de Retorno, e ainda suporta uma largura de banda superior a 250MHz.



Wiremap (Mapa de Fios)

Esse primeiro tipo de teste a ser executado é bem simples e independe do padrão da rede ethernet adotado.
Ele consiste basicamente em verificar a continuidade de cada fio, bem como o seu posicionamento referencial no conector, indicando fundamentalmente erros de crimpagens e conectorizações.
Esse teste pode revelar:
- Conectorização correta pino-a-pino ou cruzada;
- Continuidade de cada condutor;
- Curto entre dois ou mais condutores;
- Pares cruzados;
- Pares separados;
- Par reverso.

Um testador de cabos do tipo mais simples é útil para fazer o wiremap, mas envolve mais atenção do instalador, pois o equipamento só oferece como retorno a continuidade de cada condutor e uma sinalização através de um simples LED se há um cruzamento de alguns condutores, sem, entretanto, especificar quais estão cruzados.
De acordo com a configuração de crimpagem utilizada, um cruzamento pode ser desejável, no caso de cabos Half-Cross e Cross-Over. Com isso o testador de cabos pode indicar um erro inexistente.


Obs.: Podemos ter três tipos de cabos quanto às suas conectorizações:

- Straight Through – Cabo com os condutores ligados pino-a-pino, sem inversão alguma;
- Half Cross – Cabo com cruzamento parcial, com inversão em dois pares de condutores, usado para ligar dois microcomputadores ou dois equipamentos ativos em 10Base-T ou 100Base-TX;
- Cross Over – Cabo com cruzamento total, com inversão em todos os quatro pares de condutores, usado para ligar dois microcomputadores ou dois equipamentos ativos em 10Base-T, 100Base-TX, 100Base-T4, 1000Base-T ou 1000Base-TX.


Já existem testadores de cabos no mercado que são capazes de testar cabos com terminação RJ-11, RJ-45, BNC e USB.

Esses novos modelos podem indicar também a ocorrência de curtosentre condutores, mas há aqui uma ressalva; se durante um teste aparecer a indicação de um curto, verifique se o equipamento não disparou seu sinal contra um Hub ou uma placa de rede desligados.
Assegure sempre que o equipamento de teste tenha disparado contra seu próprio terminador e nunca dispare o sinal do equipamento contra placas de rede, Hubs ou Switches ligados, pois o testador pó ser irreversivelmente avariado.
É importante mencionar que os testadores de cabo à venda no nossomercado não são capazes de testar a continuidade da malha de aterramento da blindagem de cabos do tipo ScTP (Screened Twisted Pair, termo que engloba atualmente os antigos cabos FTP, STF, SFTP e FFTP), uma vez que eles não são compatíveis com os conectores especiais de nove vias.
Alguns testes de Wiremap só podem ser conclusivos quando é empregado um Scanner. Suponhamos que seja necessário avaliar a ocorrência de pares separados, um testador simples indicará uma situação normal.
Já um Scanner, ao realizar o teste de NEXT (que será abordado adiante) sugerirá haver pares separados, pois nessas circunstâncias o valor do NEXT é extraordinariamente alto, possivelmente acima de 22dB.
Tal valor de NEXT é suficiente para causar um séria degradação na largura de banda.

- Correções
Qualquer erro apontado pelo Wiremap implica na realização de um exame minucioso nos trechos de cabos apontados com erros.
Normalmente esses erros localizam-se nos conectores, Patch Panels ou Blocos de Interconexão.
A correção é refazer a conectorização que apresentou problema.


Comprimento do cabo lançado (Length)

A medida do comprimento dos condutores costuma ser um pouco maior do que a medida co comprimento linear do cabo. Isso se deve ao espinamento ou trança dos fios.
Entre os próprios pares de condutores também é possível haver uma pequena diferença. Essa diferença deve ser inferior a 6,0mm entre o maior e o menor pares de condutores, para que não haja quaisquer tipos de problemas.
O maior comprimento tolerável é de 100,0m para o Canal. O Link Permanente deve ser de no máximo 90,0m, já incluídas as sobras de cabos.

- Correções
Um Canal com mais de 100,0m de comprimento, um Link Permanente com mais de 90,0m ou um Line Cord com mais de 5,0m devem ser verificados e corrigidos.
O excesso de curvas no traçado do cabo pode “consumir” mais comprimento linear.
Se não houver a possibilidade de refazer o lançamento de um cabo com mais de 90,0m de comprimento, corte-o o mais próximo possível do meio e instale um equipamento retransmissor. Um Hub pode ser muito útil nessa situação, para tal, quanto menos portas disponíveis, melhor será.
Um erro ,muito comum que acaba por ocasionar uma leitura equivocada do comprimento dos condutores é a declaração incorreta dos valores referentes ao NVP (Nominal Velocity of Propagation – Velocidade Nominal de Propagação). O NVP será melhor abordado adiante.

Atenuação (Attenuation ou Insertion Loss)

Atualmente o termo Atenuação, que está em uso desde 1993, foi substituído pelo termo Insertion Loss ou Perda por Inserção. Todo sinal elétrico transitando num cabo metálico perde parte de sua potência ao percorrê-lo. Isso é um fenômeno fisicamente normal, pois como sabemos a resistência de um cabo metálico aumenta com seu comprimento linear, ou seja, quanto maior for um cabo, maior será sua resistência elétrica.
Quanto maior a freqüência do sinal que trafega em um condutor elétrico, maior será também a resistência encontrada e conseqüentemente a Perda por Inserção.
Portanto, os valores de Perda por Inserção serão diferentes para as distintas categorias de cabos. Cabos com uma bitola maior oferecem menos resistência e com isso, menor será a Perda por Inserção.
Vale lembrar também que cabos com condutores flexíveis podem apresentar valores referentes a Perda de Inserção da ordem de 20 a 50% maiores do que os cabos com condutores sólidos. Por isso devemos empregar Line Cords e Patch Cords com o menor comprimento possível.
Os certificadores exibem as medidas de Perda por Inserção de forma absoluta e também comparada com os valores máximos permissíveis na norma técnica escolhida.

- Correções

Embora os valores referentes a Perda por Inserção sejam característicos do cabo empregado, tais valores podem ser ainda maiores se o manuseio e a instalação não forem bem feitas.
Um grande inimigo e por assim dizer causador do aumento dos valores de Perde pó Inserção é o próprio comprimento linear do cabo lançado. Reduzir o tamanho do cabo reduzirá também a Perda por Inserção.
Se os valores de Perda por Inserção não forem uniformes ou proporcionais nos quatro pares de condutores, verifique as crimpagens, conectorizações e observe também a marca, modelo e especificação técnica de componentes passivos como Patch Panel, tomadas de Telecomunicação e conectores.
Pode ocorrer ainda algum tipo de defeito ou imperfeição no trecho de cabo lançado. Normalmente tal fato é bem raro e quando se manifesta, o faz somente em um par de condutores; nesse caso, infelizmente o trecho de cabo terá que ser relançado.
Caso isso ocorra, guarde o trecho do cabo com problemas e entre em contato com o fabricante, provavelmente haverá um bom acordo para as partes envolvidas.
A temperatura ambiente também é inimiga da Perda por Inserção. Como sabemos, quanto maior a temperatura, será maior a dilatação do corpo metálico dos condutores e também a agitação das moléculas que compõem a liga metálica dos fios. Justamente em função da temperatura ambiente não poder ser prevista e uniformizada, as normas trazem os valores dos testes para aprovação das instalações estabelecidos à temperatura ambiente de 20°C.


NEXT Loss (Near End Crosstalk)

NEXT é a sigla para um tipo de medição que pode ser traduzido como “linha cruzada na terminação mais próxima”. Isso nos lembra alguma coisa, não é mesmo?
E é exatamente isso, o NEXT nada mais é do que uma chamada linha cruzada, relativamente comum e nossa telefonia até a década passada.
Quando um sinal percorre um condutor metálico do cabo, um campo eletromagnético surge e pode interferir nos pares de condutores mais próximos, causando alguns inconvenientes na rede instalada.
Quanto maior a freqüência, maior será também a possibilidade da ocorrência de NEXT no cabo, por isso deve-se aferir os valores de NEXT em várias freqüências. Comumente de 1 a 100MHz em cabos categoria 5e e até 250MHz em cabos categoria 6.
A medida do NEXT é obtida da diferença do par de condutores que gera a interferência para o par de condutores que recebe essa mesma interferência.
Assim, um valor baixo de NEXT indica menos Linha Cruzada, ao passo que um valor alto indica mais Linha Cruzada.
O NEXT tem que ser medido nas duas extremidades do cabo; felizmente os atuais Scanners, os de nível III, já fazem as medidas locais e remotas sem a necessidade de se transportar o equipamento para a outra terminação.
As medidas do NEXT são feitas par-a-par, ou seja, considerando um cabo UTP de 4 pares, inicialmente é medido o NEXT do Par 1 sobre o Par 2, depois sobre o Par 3 e só então sobre o Par 4. Após isso a mesma medição é realizada com o Par 2 sobre o Par 1, depois sobre o Par 3 e finalmente sobre o Par 4. E assim por diante até que todos os pares tenham sido aferidos como emissores de interferência e receptores dos outros pares.

- Correções
Um grande causador de reprovação por NEXT é um excessivo ou indevido destrançamento dos condutores nas Tomadas de Telecomunicação, Patch Panels e Conectores RJ45.
A medida de destrançamento permitida é de no máximo 13,0mm para os cabos categoria 5e e de apenas 6,0mm para os cabos categoria 6. Acia disso tem-se problemas.
Inicialmente localize a reprovação por NEXT, se local (terminação mais próxima) ou remota (terminação oposta).
Após isso verifique e se possível refaça as conectorizações e crimpagens.
Uma declaração incorreta do tipo de cabo no Scanner também pode retornar uma reprovação por NEXT. Por exemplo, ao testarmos um Link com cabo categoria 5e, não devemos esperar resultados tão bons quanto os cabos categoria6.


PS-NEXT Loss (Power Sum NEXT)
O PS-NEXT não é uma medida e sim um simples cálculo do quanto um par recebe NEXT de todos os outros juntos, simultaneamente.
A sigla pode ser traduzida como “soma da força dos NEXT” e ocorre quando todos os pares induzem sobre um único par, excetuando-se, lógico, o próprio par induzido.
Realizar o teste de PS-NEXT é muito importante, sobretudo para instalações de cabeamento que trabalharão com todos os quatro pares com sinal, como é necessário para os padrões Gigabit Ethernet.
Todos os procedimentos, aferições e correções aplicadas ao NEXT, aplicam-se também ao PS-NEXT.

FEXT (Far End Crosstalk)
O FEXT pode ser entendido como “linha cruzada na extremidade mais distante”. Isso não parece familiar?
Pois é, o FEXT é um NEXT que ocorre na outra extremidade do cabo. A única diferença é que o par de condutor induzido também está transmitindo o sinal.
A ocorrência de reprovação de cabos lançados por FEXT não é tão comum quanto por NEXT, pois como sabemos, o sinal propagado pelos condutores tende a sofrer Perda por inserção ao longo do trajeto, o que diminui a possibilidade da ocorrência de FEXT.
Os procedimentos referentes às correções aplicadas ao NEXT e PS-NEXT aplicam-se também ao FEXT.
É muito importante executar o teste de FEXT em redes que funcionarão com Gigabit Ethernet e em cabos categoria 6.


ELFEXT Loss (Equal Level Far End Crosstalk)
ELFEXT é outra medida calculada, ela nada mais é do que a diferença entre os valores de FEXT e da Perda por Inserção.
Por exemplo: consideremos um link cujo FEXT nos deu 45dB e a Perda por Inserção foi de 10dB. Assim, o valor de ELFEXT será de 45 - 10, o que resulta em 35dB.
Como podemos deduzir, o ELFEXT não sofre a mesma influência da Perda por Inserção que o FEXT sofre.
O ELFEXT também tem que ser medido nas duas extremidades do cabo. Em caso de problemas de ELFEXT, deve-se proceder da mesma forma que se procede com problemas com NEXT e FEXT.

PS-ELFEXT Loss (Power Sum Equal Level Far End Crosstalk)
Atualmente o PS-ELFEXT é calculado e não mais medido. Esse tipo de teste tem o mesmo principio do PS-NEXT, ou seja, é a soma das influências individuais de ELFEXT em cada par.
Normalmente os valores de PS-ELFEXT apresentam-se com algo em torno de 3dB a menos do que os valores de ELFEXT.
Utiliza-se os mesmos procedimentos de correção do ELFEXT.


Perda de Retorno (Return Loss)
Perda de Retorno ocorre quando o sinal encontra, ao longo da estrutura de cabeamento, uma diferença de impendância, com isso, parte do sinal retorna ao sentido original, enquanto o sinal que continua propagando corretamente tende a perder parte de sua potência original.
Normalmente o ponto mais crítico para a Perda de Retorno está nas conectorizações, crimpagens e principalmente nas interfaces com equipamentos ativos e passivos.
Por isso deve-se empregar conectores com a maior qualidade possível.


- Correções.
Para garantir bons valores de Perda de Retorno, deve-se decapar o mínimo possível do cabo e evitar ao máximo quaisquer destrançamentos desnecessários.


Atraso de Propagação (Propagation Delay)
O Atraso de Propagação é o tempo, medido em nanossegundos, que o sinal leva para, a partir de sua origem, atingir a outra estremidade do cabo.
Este tipo de teste é a principal razão para que se limite o comprimento linear dos cabos tipo UTP em 100,0m, acima desse valor pode-se perder o controle das comunicações de uma rede com o aumento do Atraso de Propagação.

- Coreções.
Se um cabo for reprovado no teste de Atraso de Propagação, nem perca tempo, reveja o comprimento do cabo afetado e trate de diminuí-lo. Isso provavelmente resolverá o problema.

Desvio de Propagação (Delay Skew ou Propagation Delay Skew)

Desvio de Propagação é a diferença, expressa em nanossegundos, entre o par de condutores que apresenta o maior Atraso de Proagação e o par que apresenta menor Atraso de Propagação. Este teste pode representar um problema crítico em redes Gigabit Ethernet que usam todos os quatro pares.
Observe que nesse tipo de rede, o Sinal parte simultaneamente de dois (1000Base-TX) ou de quatro (1000Base-T) pares e pode chegar ao seu destino com um desvio suficientemente significativo a ponto do sistema de rede não ser capaz de recompor os quadros originalmente transmitidos.

- Correções.
Diminuir um cabo com problemas de desvio de propagação pode ajudar a corrigir o problema, entretanto, um manuseio incorreto durante a instalação pode pôr todo o bom funcionamento da rede a perder.
Isso é crítico em gigabit ethernet.
Pode ser necessário relançar o cabo, fazendo o mínimo de curvas possível.

ACR (Attenuation to Crosstalk Ratio)
ACR – Pode ser entendido como a diferença entre o valor de next e o de atenuação ( Perda de inserção).
Quanto maior for esse valor obtido, melhor será a capacidade de transmitir sinal de um par testado.

- Correções.
Como o ACR é derivado do NEXT e da perda por inserção, qualquer ação que melhore essas performances, melhorará também a performance do ACR.
Na prática, pode se adotar os mesmos procedimentos de correção do NEXT.

PS-ACR ( Power Sum Attenuation to Crosstalk Ratio )
O PS-ACR é outro tipo de teste cujos valores são obtidos por cálculo e não por medições.
Ele deve ser entendido como a soma das influências individuais de ACR nos pares dos cabos.
Quanto maior os valores de PS-ACR obtidos, melhor estará a propagação do sinal.
Para se corrigir problemas de PS-ACR, pode se empregar os mesmos procedimentos descritos para ACR.

Linha Cruzada Adjacente (Alien Crosstalk)
A linha cruzada adjacente é a influência do sinal de um par de condutores sobre um outro par de condutores, só que de um cabo diferente que esteja bem próximo.
É multíssimo difícil medir esses valores, pois implica em uma perfeita sincronia entre duas análises de cabos simultaneamente.
Na realidade, não há limite de aprovação ou reprovação para esse teste.
Utilizar uma estrutura de passagem com uma margem de folga pode ser útil para evitar a linha cruzada adjacente, assim como não prender firmemente um cabo sobre outros.

Desvio de Perda por Inserção ( Insertion loss Deviation )
Esse teste é empregado em cabos categoria 6 e pode ser singelamente entendido como a diferença entre os valores de perda por inserção esperados e os efetivamente medidos.
Os valores do desvio de perda por inserção são obtidos a partir da primeira medida de perda por inserção, a partir da qual se projeta os demais valores baseados na atual freqüência empregada.
Ainda não existem valores definidos para a aprovação desse teste, o que já se tem como certo é que quanto menor o valor medido, melhor será.

DC loop Resistance
É a medida da resistência ômica total de dois condutores espinados em uma das terminações do cabo.
Normalmente esse valor depende do diâmetro do condutor e tende a aumentar ao longo do comprimento do cabo.
DC Loop Resistance pode ser considerado como um teste dinâmico de impedância( que é originalmente um teste estático) do cabo.

- Correções
Se os valores obtidos forem muito altos em apenas um par de condutores, pode-se verificar as terminações em busca de eventual oxidação.
Mas se os valores de todos os pares forem muito altos, é bom investigar a causa, talvez um line Cord que apresenta alta resistência ômica esteja no circuito do teste.


Valores de performance dos principais testes propostos para cabos UTP
Os valores exibidos nas tabelas estão expressos em decibéis “dB”.


- Link  de 90,0m

- Canal de 100,0m 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Segurança de rede: Os quatro pilares da segurança de pontos de extremidade (Matéria Publicada no TechNet Magazine)

Segurança de rede: Os quatro pilares da segurança de pontos de extremidade


Ao se concentrar nesses aspectos fundamentais da segurança de rede, você pode manter as pessoas mal-intencionadas afastadas e os dados adequados próximos.




Dan Griffin


As redes corporativas e seus ativos estão sob constante ataque de invasores. Para aumentar o problema, o perímetro da rede corporativa é totalmente permeável. Ao trabalhar em uma infraestrutura de TI segura, o principal objetivo da maioria das empresas é manter uma perfeita continuidade dos negócios. Entretanto, como os invasores podem comprometer o computador de um usuário, um dispositivo móvel, o servidor ou um aplicativo, ocorrem tempos de inatividade com frequência em ambientes corporativos.
Um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) é um tipo de ataque que pode causar privações de largura de banda. É importante observar que existem muitas outras condições que também podem causar cargas de rede excessivas. Por exemplo, o compartilhamento de arquivos ponto a ponto, o uso intensivo de streaming de vídeo e picos de uso intensivo de um servidor interno ou externo (como a Black Friday do setor de varejo) podem fazer com que o desempenho da rede fique lento para usuários internos e clientes externos.
O streaming de vídeo é outro excelente exemplo de aplicativo de alto consumo de largura de banda, e existem muitos tipos de empresas que estão se tornando altamente dependentes dele para importantes operações comerciais. Empresas geograficamente distribuídas o utilizam para comunicações entre escritórios, empresas de gerenciamento de marcas o utilizam para campanhas na mídia e o setor militar o utiliza para comando e controle.
Essas condições resultaram em uma situação precária. O DDoS é um ataque fácil de ser iniciado. O streaming de vídeo é altamente sensível quanto à disponibilidade de largura de banda. As redes já estão bastante carregadas, até mesmo em casos ideais. E as empresas estão se tornando cada vez mais dependentes dessas tecnologias.
Os gerentes de TI devem estar preparados. Eles precisam mudar sua forma de pensar e seus planos a longo prazo sobre o uso de recursos, a proteção de dispositivos na rede e a proteção da largura de banda de rede essencial. Esse modelo de segurança de ponto de extremidade pode ajudar a alinhar essa forma de pensar com a realidade moderna.

Quatro pilares


A premissa básica dos Quatro pilares é permitir que a rede funcione, mesmo se estiver sob ataque. A primeira etapa é identificar os pontos de extremidade. O que é um ponto de extremidade? Neste modelo, um ponto de extremidade é qualquer um dos seguintes, no qual o trabalho é realmente realizado: desktops, servidores e dispositivos móveis.
Tendo em mente esses pontos de extremidade, é essencial ter uma estratégia para protegê-los. Essa estratégia — os Quatro pilares da segurança de pontos de extremidade — tem os seguintes objetivos:
  • Proteger o ponto de extremidade contra ataques
  • Tornar o ponto de extremidade autorrecuperável
  • Proteger a largura de banda de rede
  • Tornar a rede autorrecuperável
Levando isso em consideração, estes são os Quatro pilares da segurança efetiva de pontos de extremidade:
  • Proteção do ponto de extremidade
  • Resiliência do ponto de extremidade
  • Priorização da rede
  • Resiliência da rede
Para cada pilar, existem diversos objetivos adicionais a serem considerados. Primeiro, é aconselhável automatizar o processo o máximo possível. Afinal, o dia é composto por tantas horas e os gerentes de TI já têm agendas cheias.
Em segundo lugar, você deve monitorar de maneira central a sua rede para que saiba o que está acontecendo em tempo real. Embora uma finalidade dos dois pilares de resiliência seja reduzir essa carga de monitoramento o máximo possível, às vezes será necessário implementar defesas manuais e contramedidas. Além disso, os equipamentos às vezes falham — mesmo sob condições normais.
Em terceiro lugar, deve-se estabelecer um loop de comentários. Visto que os ataques estão se tornando cada vez mais sofisticados, nós devemos reconhecer que nossas defesas não nos manterão atualizados, a menos que façamos os investimentos certos continuamente para reforçá-las. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que os investimentos em segurança de rede são historicamente comprovados como sendo difíceis de justificar como despesas empresariais essenciais.
É por isso que monitoramento e comentários constantes são essenciais. Quanto mais compreendermos — e pudermos demonstrar — as ameaças e os ataques reais que ocorrem em nosso perímetro e dentro da rede, melhor poderemos justificar a atenção e as despesas gastas para proteger os ativos da empresa.

Proteção do ponto de extremidade


O objetivo do primeiro pilar — proteção do ponto de extremidade — é garantir que os ativos de rede estejam utilizando as mais recentes tecnologias para as defesas contra ameaças. Ameaças típicas incluem anexos de emails não seguros, vírus do tipo worm que se propagam pela rede e qualquer coisa relacionada que seja uma ameaça para seus navegadores da Web.
Um exemplo de contramedida de ataque são os softwares antivírus/antimalware. Outro exemplo é o isolamento, ou colocação em área restrita, de processos de aplicativos do computador contra potenciais malwares por meio de níveis de integridade obrigatórios impostos pelo sistema operacional. Esse tipo de proteção aplica-se ao Internet Explorer versões 7 e 8 no Windows Vista e no Windows 7.
Um aprimoramento que pode ajudar é a capacidade de implantar e gerenciar configurações de isolamento de maneira central para todo o host. Para que seja útil, isso deve ser feito de forma que os aplicativos de terceiros funcionem perfeitamente e sejam protegidos.
Dessa maneira, como o monitoramento se aplica a esse pilar? Você deve monitorar os ativos de rede quanto a invasões em campo de maneira escalonável. Você também deve observar padrões de comportamentos inesperados.

Resiliência do ponto de extremidade


O objetivo da resiliência do ponto de extremidade é garantir que informações de integridade de dispositivos e aplicativos sejam continuamente coletadas e monitoradas. Dessa maneira, os dispositivos ou aplicativos com falhas poderão ser automaticamente corrigidos, o que permite a continuidade das operações.
As tecnologias a seguir são exemplos que podem tornar os pontos de extremidade mais resilientes: Proteção de Acesso à Rede, configuração de “criação de linha de base” e ferramentas de gerenciamento, como o Microsoft System Center. Um aprimoramento nessa área seria combinar essas tecnologias a fim de gerar um comportamento de autorrecuperação de acordo com linhas de base padronizadas e fáceis de estender.
Como o monitoramento se aplica a esse pilar? Considere as tendências de qualquer uma destas áreas: Que máquinas em particular não estão em conformidade; de que maneira elas não estão em conformidade; e quando ocorre esse estado de não conformidade? Todas essas tendências podem levar a conclusões sobre ameaças em potencial, independentemente de serem uma ameaça interna ou externa, um erro de configuração, um erro do usuário e assim por diante. Além disso, ao identificar ameaças dessa maneira, você pode continuamente tornar os pontos de extremidade mais robustos frente aos ataques distribuídos cada vez mais sofisticados.

Priorização da rede


O objetivo da priorização da rede é assegurar que sua infraestrutura possa sempre atender às necessidades de largura de banda de aplicativos. Essa consideração se aplica aos momentos de pico de demanda bastante conhecidos e também quando ocorrem inesperadas sobretensões nas cargas de rede e ataques distribuídos externos e internos.
As tecnologias que podem gerenciar a largura de banda de aplicativos incluem DiffServ e QoS. Entretanto, esse pilar representa atualmente a maior lacuna de tecnologia entre o que é necessário e o que está comercialmente disponível. No futuro, seria útil ter soluções para integrar identidades de usuários, identidades de aplicativos e prioridades comerciais. Dessa maneira, os roteadores de rede poderiam fazer o particionamento da largura de banda automaticamente com base nessas informações.
Como o monitoramento se aplica a esse pilar? Os roteadores de rede deveriam estar fazendo o registro em log do fluxo para a análise de tendências. Qual a diferença entre os fluxos atuais e os antigos? Existe um aumento de carga? Quais endereços novos estão envolvidos? Eles estão no exterior? O monitoramento efetivo e abrangente pode ajudar a fornecer respostas para essas perguntas.

Resiliência da rede


O objetivo da resiliência da rede é permitir um failover de ativos uniforme. As técnicas nessa área sustentam de maneira ideal a reconfiguração da rede em tempo real enquanto o desempenho diminui. Esse pilar é semelhante à resiliência do ponto de extremidade quanto ao objetivo de facilitar a autorrecuperação da rede a fim de diminuir a carga de gerenciamento.
No entanto, esse pilar também chama a atenção para o fato de que o failover e a redundância devem ser considerados em larga escala, bem como em pequena escala. Por exemplo, você pode usar a tecnologia de clustering para fornecer o failover de um único nó dentro de um data center, mas como fazemos o failover de todo um data center ou toda uma região? De fato, o desafio relacionado a esse planejamento de recuperação de desastre é ainda mais abrangente, pois também devemos considerar o espaço do escritório, serviços básicos e, ainda mais importante, a equipe.
Além de clustering, outras tecnologias relevantes sob esse pilar incluem a replicação e a virtualização. Como o monitoramento se aplica a esse pilar? As tecnologias de failover em geral baseiam-se em monitoramento. Além disso, você pode usar dados de carga para o planejamento de recursos e aquisições conforme as necessidades comerciais evoluem.

Atender a cada pilar


Para cada um desses Quatro pilares da segurança de pontos de extremidade, é provável que existam tecnologias de segurança, rede e continuidade dos negócios comercialmente disponíveis que estejam subutilizadas ou que ainda não tenham sido implantadas pela maioria das organizações. Dessa maneira, os gerentes de TI têm as seguintes possibilidades:
Usar os Quatro pilares, ou alguma outra estrutura, para identificar as ameaças e as lacunas na defesa de suas redes.
Fazer mais investimentos em automação e monitoramento.
Conversar mais com os tomadores de decisões comercias sobre os custos e os benefícios desses esforços.
Algumas empresas podem já estar na vanguarda do que está prontamente disponível para uma ou mais das áreas dos pilares. Sendo assim, também existem diversas possibilidades para o empreendedor. O ponto principal é reestruturar sua forma de pensar, a fim de acomodar cada um desses Quatro pilares, pois cada um deles é essencial.

Dan Griffin é consultor de segurança de software em Seattle. Entre em contato com ele pelo site http://www.jwsecure.com/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Gestão de Qualidade no Atendimento e a Importância da Qualificação Profissional

CONCEITUAÇÃO
Apesar do conceito de Gestão ter evoluído muito nos últimos séculos, existe um consenso de que este deva incluir um conjunto de processos e tarefas que visam garantir a afecção eficaz de todos os recursos disponibilizados pela organização para atingir os objetivos pré-determinados.
No processo de atendimento, o contato do cliente (seja uma reclamação, sugestão ou solicitação) é a entrada principal deste processo, pois é onde vai começar todo o processo.
O processo de atendimento deve ser definido de tal forma que o resultado esperado seja atingindo, incluindo para tal qualificação e treinamento das pessoas envolvidas. Quando não se define bem os processos de atendimento, é comum observar clientes descontentes, equipe de atendimento trabalhando sob pressão, sem um rumo certo, instalando-se um ambiente de verdadeiro caos. Ao contrário, com os processos bem definidos e principalmente, bem gerenciados, o conforto da equipe de atendimento e a satisfação do cliente são nitidamente notados.

GESTÃO DE ATENDIMENTO
Em se tratando de atendimento de Cabeamento de Estruturado, as informações nem sempre estão disponíveis devido à complexidade de ambientes tecnológicos, barreiras entre setores na empresa, variáveis de ambiente com estruturas totalmente diferentes e assim por diante. É ai que começa a ganhar importância a gestão do atendimento, buscando tratar as solicitações de forma rápida e eficiente, prevenir que os mesmos incidentes se repitam e medir a satisfação do cliente.
A gestão de atendimento visa oferecer uma metodologia para gerenciar e tratar as solicitações através de uma sistemática e promovendo a melhoria contínua.



PROCESSO DE ATENDIMENTO
O processo de atendimento apresenta os seguintes elementos:

• Solicitação do cliente
• Verificação e tratamento da solicitação
• Solução e feedback
• Controle do processo


Podemos desdobrar estes elementos em vários outros dependendo da complexidade da solicitação e da estrutura da empresa. Este processo de atendimento tem que garantir a uniformidade dos resultados mesmo que as pessoas envolvidas no atendimento mudem.
Todo processo de atendimento deve seguir os ANS (Acordos de Nível de Serviço) pré-estabelecidos pelo cliente, sempre no intuito de manter e melhorar a qualidade do serviço oferecido.




QUALIDADE DE ATENDIMENTO
Com o objetivo de estabelecer padrões esperados para o nível de serviço, a qualidade do atendimento deve está alinhado aos da empresa, em um nível estratégico. Isso quer dizer que deve-se estruturar a operação para atingir os objetivos pré-definidos.
Exemplo de acordos que são estabelecidos nos ANS’s:


• Atendimento das solicitações no máximo 4 horas
• 3000 atendimentos realizados/mês
• 90% de satisfação do cliente• Tempo de espera por atendimento de no máximo 30 segundos


INDICADORES DE QUALIDADE

Com os objetivos definidos, os indicadores representam a maneira de medir o andamento de todo atendimento. Os indicadores o sucesso ou não do cumprimento dos objetivos da qualidade, mais ainda, demonstra o desempenho dos processos.
Os indicadores devem dar informação fidedigna, objetiva e pertinente sobre assuntos de importância; devem ser sensíveis às mudanças de desempenho; e devem ser fáceis de calcular com os dados que estão disponíveis.
Os indicadores são os pontos chaves na gestão da qualidade, onde tudo que for possível e viável deve ser medido, avaliado e melhorado. Buscando a melhoria continua do processo de gestão o ciclo de gerenciamento PDCA (Plan, Do, Check, Act), ciclo este é usado para manter os resultados num certo nível desejado.






A IMPORTÂNCIA DA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Hoje as mudanças tecnológicas são constantes e a velocidade em que elas ocorrem, é cada vez mais rápida. Como bem observa Peter Drucker, “a atual regra dos negócios é estarmos preparados para competir com competência, mesmo porque o passado não mais vai se repetir. O sucesso de ontem já não garante mais o sucesso de hoje e conseqüentemente não sustentará o sucesso de amanhã”.
É exatamente por isso que, a todo instante devemos (Gestores e colaboradores) estar ligados às tendências tecnológicas, à globalização e com os novos conhecimentos que profissional inserido em nosso processo de gestão necessita para desempenhar bem o seu papel durante o contato com o cliente, para isso, devemos buscar cada vez mais o aprimoramento do intelecto.
A gestão do conhecimento é algo que deve ser tratado com bastante atenção, pois ela será um fator estratégico não só contribuindo para a sobrevivência do profissional, bem como das organizações, mas também, pelo seu crescimento sustentável. Isso é uma questão de sobrevivência.

RESUMO
Para uma Gestão de Qualidade no Atendimento, tão importante quanto o mapeamento dos processos, definição dos objetivos de qualidade, ações preventivas e corretivas é a Qualificação Profissional, visto que, sem profissionais com a devida qualificação não existe atendimento bem feito.
Tomaremos por exemplo o processo de Gestão de qualidade no atendimento da Nossa Equipe de cabeamento que, quando terminamos de mapear os processos e definir os índices qualidade no atendimento (ANS) e iniciamos a fase avaliações (dos processos e colaboradores) e de ações preventivas e corretivas, paramos em dois obstáculos:
- Estagnação dos índices de qualidade – Apesar do nosso grande esforço não conseguíamos atingir os níveis esperados, mesmo com a constante reavaliação dos processos; e
- Alta rotatividade de profissionais – Começamos a ter um alto índice de rotatividade de pessoal insatisfeitos com as ações preventivas e principalmente corretivas implementadas para tentar ajustar os processos.
Em certo momento, começamos a questionar se o problema estava mesmo nos processos ou na qualidade dos colaboradores, foi quando resolvemos investir em qualificação profissional. Quando falamos sobre assunto de imediato pensamos em treinar os profissionais e imediatamente sujem as grandes perguntas, quanto vai custar? De onde sairá o financiamento para esses treinamentos? Como ficará a empresa, se logo após investir no colaborador ele deixá-la?
Para resolver estas questões, implantamos o programa de desenvolvimento colaborativo descrito a seguir:


1) Identificamos dentro da nossa equipe os profissionais que já possuíam as qualificações e experiências que a maioria ainda não possuía e os incentivamos a compartilhá-la com os outros colaboradores;
2) Para manter os baixos custos das aulas práticas, começamos a armazenar sobras de cabo, patch painel´s e racks com defeito e utilizá-los para essa finalidade;
3) Realizamos várias reuniões e palestras para estimular a mudança de mentalidade entre os profissionais, na qual eles deixaram de achar que resolver o problema era o objetivo principal do seu trabalho e começaram a entender que a qualidade do atendimento é resolver os problemas respeitando os processos e padrões pré estabelecidos para tal;
4) Além de treinar os colaboradores, criamos um Blog para que os profissionais tivessem acesso às apostilas dos treinamentos.


Depois dessas medidas já conseguimos atingir os índices de qualidade que desejávamos e a rotatividade de profissionais quase não existe, pois aqueles colaboradores bem qualificados sentem-se valorizados ao compartilhar seus conhecimentos com os companheiros de trabalho e aqueles com dificuldades para investir em treinamentos, na maioria das vezes por questões sociais, ficam felizes e motivados a demonstrar suas novas habilidades.

sábado, 20 de novembro de 2010

Cabeamento - Conhecimento Básico 03

Conheciemnto Básico

Segue a parte final do conhecimento básico. Agora falando sobre fibra e meios de cobre, como coaxial e UTP: Dúvidas ou sugestões usem o comentário ou envie e-mail para

 
Cabo Coaxial
É um tipo de cabo condutor usado para transmitir sinais e são bem mais protegidos contra interferências magnéticas.

A principal razão da sua utilização deve-se ao fato de poder reduzir os efeitos e sinais externos sobre os sinais a transmitir. O cabo coaxial é constituído por um fio de cobre condutor revestido por um material isolante e rodeado duma blindagem. Este meio permite transmissões até freqüências muito elevadas e isto para longas distâncias.


Os cabos coaxiais geralmente são usados em múltiplas aplicações desde áudio ate ás linhas de transmissão de alta freqüência. A velocidade de transmissão é bastante elevada devido à tolerância aos ruídos graças à malha de proteção desses cabos.

Os cabos coaxiais são usados em diferentes aplicações:
  • Ligações áudio;
  • Ligações rede de computadores;
  • Normalmente utilizado em instalações que envolvem prédios nos quais a rede se estende na vertical.
  • Usado em sistemas de distribuição de TVs e TV à cabo.
Vantagens:


O Cabo Coaxial possui vantagens em relação aos outros condutores utilizados tradicionalmente em linhas de transmissão por causa de sua blindagem adicional, que o protege contra o fenômeno da indução, causado por interferências elétricas ou magnéticas externas (imune a ruídos).


Desvantagem:


Mais caro que o par trançado.

 
Fibra óptica
As fibras de ópticas são muito utilizadas pelos computadores para a transmissão de dados. Os sistemas de comunicações baseados em fibra óptica utilizam lasers ou dispositivos emissores de luz (LEDs).

Algumas das características físicas da Fibra Óptica:
  • Pode ser instalada verticalmente em prédios. É perfeita também para uso aéreo (externos) e subterrâneo (internos).
  • A prova de fogo, resistentes à umidade e fungos, alguns tipos de fibras são protegidos por uma jaqueta (revestimento).
  • Facilmente maleável durante a instalação. Atende às especificações FDDI. A principal razão para a confiabilidade dos sistemas de fibras reside no fato de que elas não transportam sinais elétricos. Mesmo com proteção e um bom aterramento, os cabos de cobre se comportam como antenas e absorvem energia de motores, transmissores de rádio e outros dispositivos elétricos.
  • Dessa forma, há o risco de ocorrerem diferenças de potencial em relação ao aterramento, podendo ser ocasionadas até mesmo fagulhas nos cabos. Essas interferências elétricas acabam por enfraquecer o sinal e distorcer os pacotes de dados. Os cabos de fibras de vidro são imunes a campos elétricos e magnéticos, sendo, portanto imunes a problemas dessa natureza. Os dados são convertidos em luz antes de serem transmitidos.
Vantagens:


  • Não sofre interferência eletromagnética
  • Consegue transmitir mais longe e em maior quantidade as informações que um fio de cobre faz com um sinal elétrico.
  • Não requer dois fios de fibra de vidro para transmitir dados.
Desvantagens:
  • Requer equipamento especiais para polimento e instalação das extremidades do fio;
  • Requer equipamentos especiais para unir um cabo partido;
  • Dificuldade em descobrir onde a fibra se partiu dentro do revestimento plástico.
  • Alto custo
Aplicações:
  • Usados em troncos de comunicação;
  • Troncos metropolitanos;
  • Redes LANs


Par trançado

O par trançado é o meio de transmissão mais antigo e ainda mais usado para aplicações de comunicações. O cabeamento por par trançado (Twisted pair) é um tipo de fiação na qual dois condutores são enrolados ao redor dos outros para cancelar interferências magnéticas de fontes externas e interferências mútuas (crosstalk) entre cabos vizinhos. A taxa de giro (normalmente definida em termos de giros por metro) é parte da especificação de certo tipo de cabo. Quanto maior o número de giros, mais o ruído é cancelado.

Quando se trata de um número muito grande de pontos a velocidade decresce muito.
Todo o meio físico de transmissão sofre influências do meio externo acarretando em perdas de desempenho nas taxas de transmissão. Essas perdas podem ser atenuadas limitando a distância entre os pontos a serem ligados.
A vantagem principal na utilização do par de fios é seu baixo custo de instalação e manutenção, considerando o grande número de bases instaladas.


Existem várias categorias de cabo par trançado.
Existem 5 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores. Categorias 1, 2, 3 4, 5, 5e 6 e 7.
  • Categoria do cabo 5: usado muito em redes ethernet. Pode ser usado para: frequencias até 100MHz com uma taxa de 100Mbps.
  • Categoria do cabo 5e: é uma melhoria da categoria 5. Pode ser usado para: frequencias até 125MHz .
  • Categoria do cabo 6: Pode ser usado em redes gigabit ethernet a velocidade: de 1.000Mbps.
*OBS.: A categoria 7 está em fase de aprovação e testes.


Esses cabos contêm 4 pares de fios, que são crimpados (ligados ao conector) com uma determinada combinação de cores.
Existem também limites de comprimentos para esse tipo de cabo. É recomendado um limite de 90 metros de comprimento para que não haja lentidão e perda de informações.

Obs: A taxa de transmissão de dados correspondente depende dos equipamentos a serem utilizados na implementação da rede. Devido ao custo e ao desempenho obtidos, os pares trançados são usados em larga escala e é provável que assim permaneçam nos próximos anos. O conector utilizado é o RJ-45

Vantagens:


  • simplicidade;
  • baixo custo do cabo e dos conectores;
  • facilidade de manutenção e de detecção de falhas;
  • fácil expansão.
Desvantagens:
  • Susceptibilidade à interferência e ao ruído.
Existem três tipos de par trançado:
  • Par trançado sem blindagem (UTP-Unshielded Twisted Pair)
  • Par trançado blindado (STP-Shielded Twisted Pair).
  • Par trançado blindado (FTP).
Par trançado sem blindagem (UTP)
É composto por pares de fios sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. Não havendo blindagem física interna.




Uma grande vantagem é a flexibilidade e espessura dos cabos. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. Isso aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil.




Par trançado blindado (STP)




Possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado que compõe o cabo, cujo objetivo é reduzir a diafonia. Um cabo STP geralmente possui 2 pares trançados blindados.



 Vantagens:
  • Alta taxa de sinalização
  • Pouca distorção do sinal
Desvantagens:


A blindagem causa uma perda de sinal que torna necessário um espaçamento maior entre os pares de fio e a blindagem, o que causa um maior volume de blindagem e isolamento, aumentando consideravelmente o tamanho, o peso e o custo do cabo.


Par trançado blindado (FTP):


Cabo blindado bem mais resistente que o STP, usado em redes industriais.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inclusão Digital


Inclusão Digital *

Muitos falam que a inclusão digital não é uma coisa boa nos dias de hoje pois existem pessoas que só se sentão em frente de um computado para fazer coisas inúteis. Eu já discordo acho que deveria ser feito era uma educação desde a infância das pessoas para que pudessem conhecer todas as maravilha que a informática tem para nos fornecer. A inclusão digital está ai porém não está sendo colocada de forma correta muitas pessoas só usam o computador e a internet como forma de entreternimento utilizando inadequadamente os mesmos, vamos sim apoiar a inclusão digital mas também vamos exigir um ensino adequado para que nossos filhos e pessoas da próxima geração possa usufruir corretamente dessa tecnologia.
Há muito tempo atráz eram poucas opções de sistema operacionais cerca de 20 anos, todos que tinham um computador, tinha que saber DOS e trabalhar com prompt de comando, digo que são os mais complexos ter que gravar Mas comandos, hoje ascoisas já tem mais simplicidade uma criança pega um computador entra na internet @ e navega, com os votos do sistema Windows em modo gráfico com um mouse essa criança vai lonje.
Nesta visão em relação ao mercado de software entra outros na disputa para conquistar mais crianças e adultos

* Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

A Inclusão Digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas. Leia mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Inclus%C3%A3o_digital